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[domingo, 23 de novembro de 2008]

Como vocês puderam perceber a estréia do filme não ocorreu no dia programado. Tivemos alguns atrasos técnicos e outros para conseguir combinar a melhor data para a estréia e também para nossa banca na qual apresentamos o video e o projeto escrito.
Nos últimos meses ficamos nós atarefados com o projeto escrito e com a parte de finalização do video, os meninos, o Pedro e o Giu viraram várias noites tentando achar a melhor maneira de finalizar o video para manter a melhor qualidade das imagens. E eu, Angelina, resolvendo os ultimos detalhes para a estréia do filme em um cinema de verdade.
Conseguimos marcar a estréia do filme para o dia 25 de novembro às 19H no Alameda Quality Center, com um conquetel de lançamento. A banca aconteceu no dia 19 de novembro e contamos com a participação de dois professores ligados a área de cinema: Professor Tuca e Professor Hidalgo que nos deram contribuições importantíssimas para a melhoria do filme. Já aproveitando agradeço a presença dos dois na banca e também do nosso orientador Willians Balan - importantíssimo durante todo o processo do filme. Resumindo, tínhamos uma platéia seleta que olhou o filme com olhos críticos  e mais a nossa banca. O resultado final do nosso projeto, do nosso TCC foi a nota dez.
Agora nós esperamos a sua presença no Alameda para poder enfim ver o nosso filme, depois de mais ou menos um ano de acompanhamento aqui do Blog. Todos, todos estão convidados, só preciso que confirmem a presença pelo email angelloca@gmail.com para inclusão do nome na lista.
A todos que sempre estiveram do nosso lado, muitas vezes torcendo para o nosso sucesso sem nem mesmo sabermos, a todos que participaram do projeto, muito muito obrigada.

Ah! e antes de finalizar este post gostaria de dividir mais uma alegria com vocês que tivemos agora nesse finzinho de projeto. Além, claro de termos conseguido mais dois grandes parceiros, o Alameda e a CARDZ, que produziu nossos postais, conseguimos também que o nosso projeto fosse aprovado numa lei de incentivo fiscal estadual: o PAC - Programa de Ação Cultural. 
por Angelina Trevisan

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[terça-feira, 14 de outubro de 2008]

POR FELIPE TERAM

Do dia do convite feito Giu (fato que deve estar aniversariando por esses dias) até as primeiras conversas, tudo era um pouco confuso sobre o que deveria ser André. Só senti o real amparo para me apoiar no seu confuso universo quando fiz o primeiro ensaio com a Amanda. Antes disso, as descrições do Giu, a leitura de “Amores Difíceis” de Ítalo Calvino, as conversas, os rabiscos, tudo isso me excitava e, paralelamente, alimentava certo receio em realizar o filme.

Não por ser um personagem assustador, perigoso ou intolerante aos meus limites. Nem pelos meus companheiros de equipe – aliás, meu consolo muitas vezes foi a certeza de que a equipe faria de tudo por um cinema honesto e singelo.

Sentia mesmo era uma hesitação em saber que teria de “atuar aos detalhes”. Talhar o personagem para ornar o charme do cinema é um exercício tão fantástico quanto trabalhoso. Sempre o apreciei e “tietei”. Porém para mim tratava-se de algo bem diferente da explosão dos processos criativos do teatro do qual pude gozar para me formar ator.

Teria de superar as técnicas que aprendi em nome de um novo aprendizado espontâneo, seguido de outra lógica e de outra base de ação.  

No cinema o ator gasta uma concentração disforme para “ser”, contrabalanceando o medo de parecer “estar”.

Graças a Stanislaviski, minha oração durante as gravações foi: encontrar o André, sim. Sair por aí o procurando desesperadamente, não.

Estava eu aberto e disposto para “recebê-lo” (técnicas espíritas não foram usadas durante o processo) e André “surgiu” com seus medos e aflições, me cumprimentou com seu trejeito inseguro e fez-se entender por meio do seu silêncio tacanho. Aí estava!

Esse era o André que eu esperava. Conhecia seus gostos, me aproximava de sua rotina, comparava suas angustias e eu – literalmente – o esperava como alguém que espera o sono de siesta após o almoço. Através dessa naturalidade, que também foi matéria-prima de meus exercícios, tentei conceber a interpretação de André. Era necessário pedir licença para conhecê-lo e metrificar suas ações de acordo com o sentido total do filme.

Marcações estudadas, planos incorporados, cenas editadas e ainda parece que o filme não terminou. Eis uma verdade! De fato, a magia do cinema só se dá quando todo o rito que o cerca (luzes apagadas, silêncio...) interage com seu mistério característico. Só assim o deslumbre é capaz de distrair a lembrança de um set de filmagem estafado e à pilha. Só assim é possível avaliar-se como ator.

Só assim os créditos darão fim aos esforços.

por Pedro Pipano

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[terça-feira, 7 de outubro de 2008]

Algumas atualizações...

Depois do sumiço de alguns dias (talves semanas, mas quem acompanha o blog já está um pouco acostumado com estes hiatos repentinos), voltamos.
E isso se deve principalmente para colocar o link da Revista Wave, uma revista virtual de cultura, que tem como reportagem especial deste mês... "Reflexo"! 
Gostaria de agradecer a oportunidade de divulgação a Felipe Arra que realizou a matéria e incentiva com isso toda a produção independente de cinema universitário. Aqui vai o link, entrem, leiam, comentem e divulguem:
 
(A revista Wave sempre traz ótimos textos. Alguns deles escritos por Gustavo Padovani, Isaac Pipano, além é claro do Felipe [que se tornou Pedrão durante as filmagens], todos integrantes de nossa equipe)
 
Voltando a produção...
Nada parou neste tempo, e a edição corre solta. Já temos um primeiro copião (primeiro copião é a primeira montagem do filme, apenas com as cenas colocadas em ordem, sem nenhum som e tratamento de imagens trabalhado), o que pode nos dar uma breve idéia do que na verdade se tornará o filme. Eu particularmente, fiquei satisfeito neste início, mas ainda é apenas o início. Esta noite, mais uma vez, Giuliano irá passar a madrugada sentado na frente deste computador e se tudo der certo, teremos o segundo copião. Muitos ainda virão.

Neste tempo venho tomando conta da parte gráfica e de divulgação do filme. Fazendo cartazes, arte do DVD, papel de parede (se alguém quiser é só pedir que envio) entre outras coisas. É uma parte tranquila, mas cansativa. São muitas horas tentando acertar que fonte, foto e seu tratamento, capa e contra-capa, enfim, que todos os elementos tenham uma ligação e traduzam um pouco do que é o filme mas sem dizer muito. No fim, optei pela simplicidade. Acho mais difícil errar quando se faz menos. Abaixo o cartaz do filme (clique para ampliar?):    

Na produção, Angelina vem também seguindo com suas tarefas. Ainda na busca de algum possível patrocínio, agora para as etapas de divulgação, distribuição e exibição do filme. Mas quanto a isso acho melhor que ela mesmo explique.
Ainda há muito trabalho pela frente (e todo um trabalho escrito que se inicia, afinal, isto é antes de tudo um projeto de conclusão de curso, temos que nos formar!). Depois da edição vem o tratamento de som com Vinícius (ou Vincente) e a trilha original de Marcelo Mello. 
Por último, realizarei o tratamento de imagens cena a cena para que tudo fique o mais próximo do que idealizei fotograficamente e também para corrigir erros cometidos nesta área (possivelmente muitos) por falta de experiência ou mesmo por razões que estavam além dos nossos esforços. O dead line ao meu lado lembra a todo momento as datas de entrega de cada etapa. Não há tempo para atrasos. 

No fim de Novembro este filme estréia e estão todos convidados. 
por Pedro Pipano

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[terça-feira, 23 de setembro de 2008]

Muito bem... as gravações terminaram. Após uma semana de "férias", a edição está prestes a começar. Antes, quero fazer algumas observações sobre o processo de produção efetivo pelo qual passamos.

Não é a primeira vez que dirijo uma produção. Já havia antes feito algumas vinhetas de menos de um minuto, co-dirigi um documentário (ainda não finalizado) sobre um evento de blues que aconteceu aqui em Bauru, um outro curta-metragem em estúdio (trabalho de faculdade) e mais um ou outro vídeo no início da faculdade. Agora, no entanto, tenho a impressão de que nunca havia exercido efetivamente a função de diretor de um projeto. Tudo me parece apenas parte de um aprendizado que, a cada novo projeto, me permite chegar mais próximo de uma idéia do que acredito ser a direção audiovisual. E com este filme, Reflexo, me senti um pouco mais próximo disto.

É muito interessante notar os mecanismos da realização. Como o roteiro vai morrendo a cada cena gravada (como bem já havia notado, Jean Claude-Carriére), como a decupagem, apesar de útil em vários momentos, não basta de uma ordem de planos organizados que podem ou não corresponder ao que irá de fato ser registrado. Talvez porque imaginar um filme é irremediavelmente diferente de fazê-lo. Aqui, volto a Carriére que diz, em outras palavras, que o único e verdadeiro problema é a passagem do que está no papel para o que será no filme. 

É supérfluo dizer que cada plano, para ser concretizado, liga-se a uma lista de fatores externos e internos a gravação, muitas vezes independentes de qualquer ação da equipe envolvida, que podem ou não colaborar para a qualidade da cena. A palavra tempo talvez seja o maior exemplo. O tempo (clima) que atrasa, modifica, e até mesmo impede uma cena de ser gravada. O tempo medido (horas, segundos, etc) que impõe seus limites pré-estabelecidos pelo orçamento. O tempo diegético, da trama, que se constrói a cada plano, que é repensado a cada minuto. Enfim, é brincando com o tempo que construímos a história.

É necessário dizer que todas as dificuldades que a realização impõe, não poucas vezes contribuem para a qualidade do filme. Algumas boas idéias simplesmente são resultado de problemas técnicos inevitáveis. Outras do acaso. Logicamente remetentes ao trabalho de criação, ao mesmo tempo simples e complicado, sempre metódico. 

Por fim, pude notar o quão interessante é observar as relações entre a equipe durante as gravações. Muitas pessoas, focadas em diferentes funções mas com um único propósito final, relacionando-se e criando um ambiente cheio de significados. Truffaut bem sabia, no seu "A Noite Americana". 

Uma bela equipe, essa que formamos...

Que venham as horas de edição, e um outro aprendizado.  
por Giuliano

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[quarta-feira, 17 de setembro de 2008]


(Foto: Wendel Yokoyama)

Para um filme acontecer muitas coisas diferentes devem estar em sintonia. Precisa-se da ajuda e boa vontade de muitas pessoas que se beneficiam direta, indiretamente ou na maioria do casos, simplesmente não se beneficiam de sua execução. E muitas pessoas nos ajudaram muito para que estas filmagens acontecessem. 
Além da nossa equipe maravilhosa que trabalhou dias e noites com intervalos minúsculos entre uma gravação e outra sem nunca desanimar e nem reclamar, temos os nossos patrocinadores e parceiros que participam indiretamente do projeto para que ele aconteça. Seja emprestando equipamentos, conhecimento ou ajudando-nos a fechar uma rua, essas pessoas se beneficiam do projeto através de sua divulgação, mas este benefício não é a maior motivação de sua ajuda. Ajudam porque acreditam em nosso trabalho. Ajudam porque são, antes de qualquer coisa, pessoas que acreditam no cinema nacional de qualidade.

(Foto: Wendel Yokoyama)

Mas esse post tem outra função. Estou aqui para lembrar de todas as pessoas que participaram sem querer, que não receberão nada em troca e que se não tivessem nos ajudado o filme não teria saido do papel. São eles os vizinhos das ruas onde aconteceram as gravações noturnas que tiveram que aguentar por um tempo o barulho ensurdecedor e insuportável do gerador (a compreensão dessas pessoas foi fundamental para que pudéssemos continuar nossa gravação); os vizinhos que durante o dia, quando não tinhamos de onde tirar energia elétrica, nos emprestaram pontos de força de suas casas para ligar o monitor de retorno e assim acompanhar a cena para ver se tudo estava em seu devido lugar; os moradores da républica Malibu, locação da casa de André, que não participavam da equipe técnica mas tiveram que aguentar 20 pessoas ou mais dentro de casa e inclusive em seus quartos, montando e desmontando coisas e pedindo silêncio a cada segunda para gravar o audio; ao nosso querido amigo Eric, que nos emprestou seu maravilhoso espaço por uma manhã para podermos gravar em umas de suas mais belas árvores sem pedir nada em troca; a Dona Célia e o Sr. Luiz Carlos que disponibilizaram o muro da casa para o nosso grafite e também tiveram que aguentar o chato do gerador durante algumas horas na noite (assim como todos os vizinhos próximos) sempre com muito bom humor, nos auxiliando e improvisando um camarim para os atores; Sr. Zé Luiz que nos levou de van até Botucatu e passou o dia todo conosco esperando que as gravações terminassem, ajudando com o que podia; a Dona Cátia, zeladora do colégio Christino Cabral, que teve que acordar cedo no sábado e no domingo (às seis da manhã) para abrir o colégio para a equipe e ficar de pronto aviso durante todo o dia caso precisássemos abrir ou fechar alguma sala; e por último, mas não menos importantes, os figurantes que participaram das cenas repetindo um milhão de vezes movimentos sempre que eram requisitados e que também acoradaram muito cedo no fim de semana (coisa que sabemos, ninguém gosta de fazer).

 (Foto: Isaac Pipano)

(Foto: Wendel Yokoyama)

Todas essas pessoas (e muitas outras que possivelmente esqueci de citar) foram o apoio fundamental para a realização deste filme. 
A sua boa vontade e amizade fizeram esta história se concretizar.
Muito muito muito obrigada a todos!
por Angelina Trevisan

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[segunda-feira, 8 de setembro de 2008]

Terminou...
Pelo menos a primeira parte das gravações. Foram sete dias diretos e intensos. Pouquíssimas horas de sono (muito menos do que o recomendado pelos médicos e necessárias para uma vida longa e saudável); muitas refeições mal feitas; sol; frio e muitas, muitas risadas.

(Foto: Daniel C. Ayub)

Em um set não existe nada mais importante do que o entrosamento da equipe. Funciona mais ou menos como um time de futebol. Cada um tem uma função específica e se alguém não cumprir bem sua parte o time leva um gol.
Felizmente nosso time é ótimo. Primeiro porque estamos entre amigos e isso facilita o trabalho. Quando todos se conhecem muito bem e a equipe pensa junto, tudo anda. O restante do grupo (que tive o imenso prazer de conhecer) não podia também estar mais sintonizado.
Para listar aqui os problemas diários e imprevistos que apareceram e foram resolvidos durante as filmagens, talvez fosse melhor criar um outro blog. Coisas grandes, pequenas. Erros por inexperiência, alguns atrasos por culpa da natureza, problemas com a polícia, equipamento, o maldito calço para o traveling nas ruas de paralelepípedo, barulho do gerador durante a madrugada (apelidado no set carinhosamente como Rock in Rio), entre uma quantidade imensa de outros. O importante é que nada abalou as gravações e isso se deve a dois motivos: a extrema organização da equipe e do planejamento de gravações (graças a produtora) e a disposição, vontade, compreensão e bom humor de todos.
Não sei se encontraremos alguma forma de agradecer a todos pelo trabalho que estão fazendo com tanto carinho (afinal, os únicos que precisam realmente filmar esta história somos eu, Giu e Angelina). Sem exceção, estão dando tudo de si para que possamos fazer o melhor filme possível.

(Foto: Natália Torres)

Vicente “peraí...” e Doélio com um extremo cuidado na captação de cada som; a arte com Mari, Carol e Elissa atenta a todos os detalhes (nem que seja o de que o pote de vaquinhas não está em quadro); Mel e Frito fazendo as mais diversas funções, desde segurar um rebatedor até ligar o gerador no braço; Bell treinando a Lucy; Jareta salvando a minha vida e do Giu a cada cinco minutos com sua inteligência e incrível agilidade (apesar das pernas curtas, rs); Quiz sempre preparado para fazer um café, cuidar do bloqueio nas ruas, montar e desmontar equipamentos e mais um infinito de funções que já desempenhou esta semana; Shrek auxiliando em tudo o que for preciso, encenando, criando novos rebatedores e formas de difundir a luz com cadeiras de metal, falando bobeiras a todo momento e sempre ao lado do Pimpão, meu irmão e assistente de fotografia, que às vezes enxerga coisas que eu nem percebia no monitor (talvez um dia consiga agradecer o que está fazendo por mim); Dani fazendo o still e recebendo o Frank Sinatra e a barata da vizinha; Amanda, Teram (André) e Padô (Fábio) encenando com a mesma vontade o plano um milhão de vezes, críticos consigo mesmos e compreensivos apesar do cansaço e desgaste; Nati e Angelina fazendo a correria da produção e ainda tendo que se preocupar com os atrasos das cenas e do plano de filmagem; Giu tendo que administrar todos os problemas que cabem a um diretor de cinema (o que vem fazendo muito bem) e filmando com seu perfeccionismo habitual e indispensável.

(Foto: Daniel C. Ayub)

O comentário de todos com um pouco mais de experiência em gravações é que nunca trabalharam em um set tão agradável, profissional e divertido ao mesmo tempo. Eu concordo plenamente e só tenho a agradecer a todos. Muito obrigado.

(Foto: Daniel C. Ayub)

A segunda parte das gravações começa no sábado que vem. Ainda temos muito pela frente.
E nas palavras de Giuliano Gerbasi: “Vamo lá turma!”

por Pedro Pipano

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[domingo, 31 de agosto de 2008]

Então chegou a melhor parte!
Os equipamentos foram todos reunidos; o muro grafitado de uma das locações está pronto (valeu Akira e Vítor); a equipe preparada e consciente da importância de cada um dentro dessa maluquice; milhões de fichas e listas estão preenchidas (listas!); o roteiro está mais do que decorado e os planos há muito estão concretizados nas nossas cabeças. Muitos problemas surgiram estes últimos dias, muitos mesmo, mas tantos meses de pré-produção realmente mostraram os benefícios de se fazer algo pensado e organizado. Conseguimos contornar um a um sem perder a cabeça. Uma centena de outros virão dia a dia nas gravações, mas uma fase ficou pra trás e talvez o pior e mais angustiante já tenha passado.
Muita coisa foi feita pra chegarmos até aqui. A partir de agora é colocar em prática tudo o que estudamos (e não foi pouco) e aprendemos durante esses quatro anos, com tranqüilidade e atenção. A equipe é grande, muitas pessoas envolvidas, muito equipamento. Será que fomos ambiciosos demais ao tentar realizar este projeto sem dinheiro, sem equipamento, contando apenas com nossa força de vontade? Agora não saberia dizer, talvez sim. Neste momento, a única certeza é que estamos preparados pra isso e a partir de amanhã cedo (bem cedo, 5h da manhã!) daremos o nosso melhor.

Muito obrigado a todos que nos ajudaram nessa fase, nos deram força, agüentaram os dias ruins e a nossa felicidade à medida que íamos atingindo nossos objetivos. Enfim, a todos que acreditaram que estes três universitários malucos não estavam só brincando... não irão se decepcionar.

Boa sorte pra gente. Vamos brincar de fazer cinema!

por Pedro Pipano

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