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[segunda-feira, 8 de setembro de 2008]

Terminou...
Pelo menos a primeira parte das gravações. Foram sete dias diretos e intensos. Pouquíssimas horas de sono (muito menos do que o recomendado pelos médicos e necessárias para uma vida longa e saudável); muitas refeições mal feitas; sol; frio e muitas, muitas risadas.

(Foto: Daniel C. Ayub)

Em um set não existe nada mais importante do que o entrosamento da equipe. Funciona mais ou menos como um time de futebol. Cada um tem uma função específica e se alguém não cumprir bem sua parte o time leva um gol.
Felizmente nosso time é ótimo. Primeiro porque estamos entre amigos e isso facilita o trabalho. Quando todos se conhecem muito bem e a equipe pensa junto, tudo anda. O restante do grupo (que tive o imenso prazer de conhecer) não podia também estar mais sintonizado.
Para listar aqui os problemas diários e imprevistos que apareceram e foram resolvidos durante as filmagens, talvez fosse melhor criar um outro blog. Coisas grandes, pequenas. Erros por inexperiência, alguns atrasos por culpa da natureza, problemas com a polícia, equipamento, o maldito calço para o traveling nas ruas de paralelepípedo, barulho do gerador durante a madrugada (apelidado no set carinhosamente como Rock in Rio), entre uma quantidade imensa de outros. O importante é que nada abalou as gravações e isso se deve a dois motivos: a extrema organização da equipe e do planejamento de gravações (graças a produtora) e a disposição, vontade, compreensão e bom humor de todos.
Não sei se encontraremos alguma forma de agradecer a todos pelo trabalho que estão fazendo com tanto carinho (afinal, os únicos que precisam realmente filmar esta história somos eu, Giu e Angelina). Sem exceção, estão dando tudo de si para que possamos fazer o melhor filme possível.

(Foto: Natália Torres)

Vicente “peraí...” e Doélio com um extremo cuidado na captação de cada som; a arte com Mari, Carol e Elissa atenta a todos os detalhes (nem que seja o de que o pote de vaquinhas não está em quadro); Mel e Frito fazendo as mais diversas funções, desde segurar um rebatedor até ligar o gerador no braço; Bell treinando a Lucy; Jareta salvando a minha vida e do Giu a cada cinco minutos com sua inteligência e incrível agilidade (apesar das pernas curtas, rs); Quiz sempre preparado para fazer um café, cuidar do bloqueio nas ruas, montar e desmontar equipamentos e mais um infinito de funções que já desempenhou esta semana; Shrek auxiliando em tudo o que for preciso, encenando, criando novos rebatedores e formas de difundir a luz com cadeiras de metal, falando bobeiras a todo momento e sempre ao lado do Pimpão, meu irmão e assistente de fotografia, que às vezes enxerga coisas que eu nem percebia no monitor (talvez um dia consiga agradecer o que está fazendo por mim); Dani fazendo o still e recebendo o Frank Sinatra e a barata da vizinha; Amanda, Teram (André) e Padô (Fábio) encenando com a mesma vontade o plano um milhão de vezes, críticos consigo mesmos e compreensivos apesar do cansaço e desgaste; Nati e Angelina fazendo a correria da produção e ainda tendo que se preocupar com os atrasos das cenas e do plano de filmagem; Giu tendo que administrar todos os problemas que cabem a um diretor de cinema (o que vem fazendo muito bem) e filmando com seu perfeccionismo habitual e indispensável.

(Foto: Daniel C. Ayub)

O comentário de todos com um pouco mais de experiência em gravações é que nunca trabalharam em um set tão agradável, profissional e divertido ao mesmo tempo. Eu concordo plenamente e só tenho a agradecer a todos. Muito obrigado.

(Foto: Daniel C. Ayub)

A segunda parte das gravações começa no sábado que vem. Ainda temos muito pela frente.
E nas palavras de Giuliano Gerbasi: “Vamo lá turma!”

por Pedro Pipano

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